segunda-feira, 26 de maio de 2014

Na França, extrema direita vence eleições europeias

Marine le Pen
A candidata de extrema direita, Marine le Pen, venceu a batalha na disputa pelas eleições do parlamento Europeu. A candidata da Frente Nacional (FN), obteve 25,01% dos votos entre os partidos da França, ficando a frente do Partido Socialista do impopular presidente francês, François Holande (13,99%). Le Pene venceu também a direita UMP, que ficou em segundo lugar (20,79%)

Com a vitória, a extrema direita abocanhará 24 cadeiras do parlamento europeu, contra 20 do UMP e apenas 13 do Partido Socialista, o grande derrotado. A França tem direito a eleger 74 deputados no Parlamento Europeu.

Na França (principalmente em Paris, onde Le Pen perdeu) o sentimento é de surpresa com o resultado, que reflete o descontentamento de boa parte dos franceses com a política econômica de esquerda, além da insatisfação com o modelo geopolítico da Europa, da crescente imigração ilegal e planos de austeridade que vem sufocando as classes médias.

Com 45 anos de idade, Marine le Pen é filha de Jean-Marie le Pen, fundador da Frente Nacional, partido conhecido por propagar ideias racistas e perseguição ao povo judeu e minorias étnicas, religiosas e sociais.

Com um discurso "menos" radical que do seu pai, Marine é conhecida por defender a todo custo fim da imigração ilegal, o corte de benefícios sociais aos mais pobres (principalmente os estrangeiros), além de ser contra os homossexuais, defender o fim da Europa e livre circulação entre os países membros do continente. 

Reunião de emergência

De acordo com especialistas em política, que exaustivamente tentam explicar a situação da França neste momento, a vitória de Marine le Pen reflete, principalmente, a insatisfação dos franceses com a atual política social e econômica do presidente François Holande, o mais impopular na história do país. Votar em Marine le Pen seria a "vingança" dos franceses contra Holande, dizem os especialistas. 

Hoje pela manhã, todo governo se reuniu em urgência para tentar achar uma solução para a crise do PS, que vem perdendo terreno desde as últimas eleições municipais, que aconteceram em março aqui na França.

O Primeiro Ministro da França, Manuel Vals, deve anunciar ainda hoje uma redução de impostos, numa tentativa desesperada de conter a ira do povo francês e frear a subida de partidos radicais ao poder, como o de Marine le Pen. 

Crescimento dos populistas na Europa

O Fundo Nacional não foi o único partido de extrema direita a vencer as eleições na Europa. De acordo com projeções feitas até agora, os partidos conservadores, conhecidos por uma política de imigração dura e contra a Europa, devem ser a maioria no parlamento Europeu. Já a esquerda, perdeu várias cadeias. 

Por enquanto, os países onde partidos de centro-direita, direita ou de extrema direita foram eleitos na sua maioria são: França, Reino Unido, Alemanha, Dinamarca e Austria. Outros países como Grécia e Itália, as urnas ainda estão sendo apuradas, mais projeções indicam que partidos conservadores de direita serão eleitos.  

A esperança dos humanistas é que a vitória de partidos de extrema direita na Europa tenha sido em virtude da altíssima abstenção de eleitores na votação, que chegou a 43%. 

O parlamento Europeu possui 751 cadeiras. Destas, de acordo com as projeções até agora de manhã, a maior parte deverá ser composta por partidos de direita, centro-direita e extrema direita, o que deve mudar profundamente os rumos da Europa e união dos povos do velho continente. 

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