sexta-feira, 19 de junho de 2020

Como está a vida em Paris com o desconfinamento?


Após pouco mais de três meses de confinamento a França inteira começa a se desconfinar à partir desta semana. Bares, restaurantes e academias começaram finalmente a abrir. A Torre Eiffel, passará a receber visitantes do próximo dia 25 de junho. Cinemas, teatros e museus, escolas e shoppings devem começar a abrir gradativamente a partir do dia 22 deste mês.

Por enquanto, os casos de contaminação pelo Covid-19 estão num nível mais baixo do que o esperado. As UTIs, que estavam com quase 100% das vagas ocupadas na grande Paris no início do confinamento, hoje quase não tem pacientes internados pelo coronavírus. São apenas 80 pacientes em estado grave (UTI) e outros 621 em leitos normais. 

O número total de mortos pelo Covid-19 na grande Paris, até o momento, é de 10.945 pessoas. A França inteira contabiliza 29.603 mortes. 

Como está a vida após o confinamento?

Após três meses de gestos de distanciamento, os franceses finalmente começaram a voltar a vida "normal". De acordo com o Ministério da Saúde do país, o vírus continua a circular, mas de maneira muito reduzida. Se no início da epidemia uma pessoa doente contaminava 3, hoje um doente contamina apenas 0,5 pessoas no país.

A diminuição das contaminações acontece graças ao confinamento (com alta taxa de adesão na França) além dos gestos de distanciamento social. 

Atualmente, o uso de máscara, por exemplo, continua obrigatório no transporte público. Em supermercados e lugares fechados, o uso da máscara não é obrigatório, mas altamente recomendado. Se no início da epidemia a França enfrentou uma penúria de máscaras, hoje elas são encontradas à venda em qualquer lugar, com facilidade. 

Os franceses passaram também a redobrar a atenção com a higiene. O álcool gel passou a ser rotina na vida da população, na entrada de empresas, bares, restaurantes, no transporte ou qualquer outro lugar de grande circulação. 

Paris também mudou de rostos com o desconfinamento. Com as fronteiras fechadas para o mundo (abriram no último dia 15/06 apenas para países europeus), não se vê turistas circulando como antes pela capital francesa. As ruas sempre agitadas e lotadas de visitantes, agora são ocupadas apenas pelos moradores, que disputam espaço num balé de bicicletas, agora o meio de transporte preferido dos parisienses.

Outra mudança drástica em Paris é com relação aos aeroportos. Durante o confinamento apenas o aeroporto Charles de Gaulle estava operando, mais com capacidade mínima de voos. Hoje, Charles de Gaulle continua operando timidamente, e o Aeroporto de Orly, fechado durante todo o confinamento, deve começar a operar gradativamente apenas no dia 26 de junho. 

E você pode me perguntar: como está a clima de desconfinamento em Paris e na França como um todo? Eu te respondo: muito otimista! Muito mais otimista do que o imaginado. Na cultura francesa a palavra liberdade é a mais importante. Confinar um francês por três meses jamais aconteceu na história democrática do país.  Existe um clima de felicidade geral com a diminuição dos casos e a chegada do verão. 

Depois de meses de solidão e ainda com os gestos de distanciamento social presentes, os franceses começam finalmente a degustar o sabor da palavra "liberdade", com mais cautela para uns e menos para outros, bien sur! A vida em Paris e na França começa a voltar a "normalidade", mesmo que a ameaça do vírus continue a assombrar o país. 

terça-feira, 12 de maio de 2020

6 motivos para não visitar Paris durante a pandemia de Coronavírus


A França começou seu processo de desconfinamento ontem (11/05). Por enquanto, parte do comércio e algumas industrias, voltaram a funcionar, mas em ritmo lento e com forte esquema de precauções, como uso de máscara e álcool gel obrigatórios, além da limitação de clientes dentro do mesmo estabelecimento ou empresa. Para aqueles que podem fazer teletrabalho, a ordem do governo é de que continuem o máximo de tempo possível. 

Bares, restaurantes, hotéis, museus, monumentos, teatros, cinemas e casas de shows continuam fechadas. Em Paris, o aeroporto de Orly continua inoperante (ainda sem previsão de reabertura). Já o transporte público, a regra é que apenas pessoas que se deslocam ao trabalho ou atendimento médico possam utilizá-lo nos horários de pico. O uso de mascara nos ônibus, trens e metrôs é obrigatório, além da apresentação de uma atestação emitida pelo empregador. 

No meio deste cenário surreal, mas necessário para frear a propagação da pandemia do novo coronavírus, a pergunta que não quer calar é: devo anular ou adiar minha viagem (ou planos) de visitar Paris ou a França neste verão Europeu?

A resposta é SIM. É fortemente aconselhável adiar ou anular sua viagem a França este ano pelas seguintes razões:

1- As fronteiras da Europa e de países europeus estão fechadas

As fronteiras da Europa estão fechadas há quase dois meses. Ou seja, está proibido a entrada de qualquer cidadão de países que não façam parte parte do Espaço Schengen (países europeus onde a circulação de pessoas é livre). Além disso, mesmo a circulação entre pessoas de países europeus está restrita em virtude da pandemia do Covid-19. A França, por exemplo, fechou suas fronteiras com outros países europeus e está autorizada somente a entrada e saída de pessoas que comprovem que precisam trabalhar, se ocupar de pessoas vulneráveis, por motivos de saúde, além de cidadãos europeus ou residentes que estejam no exterior. No próximo dia 15 de junho a Comissão Europeia decidirá se as fronteiras da Europa devem ou não serem abertas, mas a pressão da população francesa para que as fronteiras permaneçam fechadas é enorme, o que torna imprevisível quando os turistas poderão entrar ou não no país. 

2 - Aeroportos inoperantes

A restrição de circulação na Europa provocou o fechamento de aeroportos. Em Paris, os Aeroportos de Orly e Beauvais estão fechados há mais de 1 mês. Apenas o Aeroporto Roissy Chales de Gaulle está funcionando, mas com o mínimo da sua capacidade operacional. A Air France, por exemplo, reduziu em 80% seus voos nos últimos 3 meses. A expectativa é de que Orly continue fechado pelo menos até o mês de setembro, mas as companhias aéreas estão fazendo pressão para a reabertura parcial a partir de 15 de junho. Por enquanto o cenário é de incerteza.

3 - Restrição de circulação na França

Mesmo se você conseguisse entrar na França, seria necessário se acostumar as medidas restritivas de circulação dentro do próprio país. Atualmente a França está dividade em 2 zonas de acordo com a gravidade da propagação do Covid-19: verde e vermelha. Paris está na zona vermelha, ou seja, museus, monumentos, alguns hotéis, bares, restaurantes e grandes lojas como a Galerie Lafayette, permanecem fechados em virtude do alto risco de propagação do coronavírus. Apenas no dia 2 de junho o governo deverá decidir a reabertura ou não destes estabelecimentos. Além disso, os franceses estão autorizadas a se locomover num raio máximo de 100 quilômetros da sua residência, sendo impedida a locomoção entre as regiões do próprio país. 

4 - Monumentos fechados

Visitar Paris sem poder visitar monumentos como a Torre Eiffel ou o Louvre perde um pouco a graça. Mas por enquanto, todos os monumentos permanecem fechados até nova ordem. A decisão de reabertura ou não será anunciada dia 02 junho. 

5 - Transporte público restrito

Para evitar a propagação do Covid-19, o transporte público na França está sofrendo várias restrições. Além da redução de trens, o uso de máscara é obrigatório. Além disso, apenas pessoas que se dirigem ao trabalho ou por motivo essencial maior (ir ao médico, cuidar de parente idosos, etc) podem usar o transporte público em horários de pico. O desrespeito acarreta em multa de 135 euros. 

6 - Risco de perder a sua reserva

Por enquanto o cenário para o setor turístico na França é de incerteza. Por aqui, o governo já começa a preparar os franceses para que eles tirem suas férias sem sair do país. O setor de turismo, hotelaria e restauração são as áreas que mais estão sofrendo com a crise, com uma redução quase que total das atividades. Mesmo com a pressão para que possam restabelecer seus serviços à partir de junho, a incerteza ainda é grande, pois as medidas altamente restritivas de distanciamento social impostas pelo governo francês possibilitariam apenas a retomada parcial do setor. Reservar sua viagem neste momento à França, mesmo se as tarifas estiverem mais baixas, seria por sua conta em risco, já que existe a possibilidade do cenário mudar e o governo impor medidas de distanciamento social ainda mais restritivas nas próximas semanas. Tudo depende da evolução da pandemia. Caso reserve sua viagem à França para este ano de 2020, certifique-se que existe a possibilidade de reembolso ou adiamento da viagem por pelo menos 1 ano. Verifique ainda a saúde financeira da agencia de viagem ou companhia aérea a qual deseja efetuar suas reservas, já que com a crise existe a enorme possibilidade de falências, o que tornaria o reembolso uma baita dor de cabeça, ou simplesmente, inviável. 

7 - Verifique as condições do seu seguro saúde

Em tempos de crise como epidemias, pandemias e guerras, várias seguradoras não cobrem perdas, prejuízos ou gastos com saúde. Desda forma, mesmo que a situação melhore nos próximos dias, antes de viajar, confirme com seu seguro saúde (obrigatório para entrar na Europa) se ele cobre internações por Covid-19. Leia atentivamente o contrato e só marque sua viagem se tiver 100% de certeza de que será coberto em caso de necessidade. 


terça-feira, 3 de março de 2020

Coronavírus: Museu do Louvre permanece fechado nesta terça (03)


O museu do Louvre continua fechado aqui em Paris pelo terceiro dia consecutivo. Domingo, 1 de março, os funcionários resolveram paralisar as atividades temendo risco de contágio pelo coronavírus. 

A lei francesa permite que em casos de risco à saúde e à vida, qualquer funcionário pode requerer o "droit de retrait", ou seja, parar de trabalhar até que as empresas tomem providências para eliminar os riscos. Nestes casos, o empregador é obrigado a continuar pagando o salário até que o problema seja resolvido. 

Enquanto o impasse entre funcionários e direção do Louvre não é resolvido, o museu mais visitado do mundo continua fechado. Não há previsão de reabertura. 

Na França já são 212 casos de contaminação pelo covid-19, com 4 mortes. Na grande Paris, já são 37 casos confirmados. 


Para quem comprou ingresso antecipado para visitar o Louvre e não pôde visitá-lo durante os dias os quais o museu esteve fechado, o reembolso pode ser solicitado pelo e-mail assistance-billetterie@louvre.fr.

domingo, 1 de março de 2020

Os números do coronavirus em Paris e na França



Depois de atingir a Itália, o coronavírus avança rapidamente e começa a atingir a França. Por enquanto são 100 casos confirmados no país (incluindo 2 crianças) e 2 mortes registradas. Na grande Paris (Região Ile-de-France) estão sendo investigados 319 casos, sendo que 9 já foram confirmados. Por enquanto o nível de alerta na França é o 3, ou seja, forte chance de propagação do vírus. 

A região do l'Oise, a cerca de 60 km ao norte de Paris é a mais afetada e 9 cidades estão em isolamento, afetando 800 mil pessoas, que foram orientadas a ficar em casa. Escolas estão fechadas e eventos foram anulados.

Em Paris, o famoso Salão da Agricultura teve seu último dia cancelado e uma corrida que deveria acontecer hoje com mais de 4 mil atletas também foi anulada. O governo quer evitar multidões, o que favorece a propagação do vírus.

Algumas empresas podem fechar as portas nos próximos dias, como o BNP Paribas (maior banco francês), onde os funcionários já receberam um comunicado interno que os orienta a trabalhar de casa caso a situação de agrave nos próximos dias. 

O comércio em Paris também já sente os efeitos do coronavírus e os comerciantes já registram perdas de mais de 30%. Ontem (sábado 29) visitei a região do Ópera, onde lojas como a Galeries Lafayette e Printemps estão localizadas e  constatei que a região está quase deserta. Normalmente sábados à tarde bairros comerciais de Paris estão abarrotados de gente. O setor de hotelaria e aviação também estão sendo altamente afetados. A Air France (maior cia aérea francesa), já registra perdas de 200 milhões de euros, com anulações de vôos para a China e outras áreas afetadas. 

Mas apesar a forte chance de propagação do vírus, o governo francês alerta que não é preciso ter pânico e recomenda que moradores e turistas evitem lugares com muita gente, apertos de mãos, beijos e que lavem a mão várias vezes ao dia (ou usem álcool gel). 

Para quem tem viagem marcada à Paris nos próximos dias, apesar da situação está se agravando, ainda não há motivos para pânico ou anulações. Por enquanto as coisas estão sob controle (e espero que continue assim) e dos 100 casos confirmados apenas 9 pessoas estão em estado grave, 86 pessoas estão hospitalizadas (situação de saúde estável) e duas mortes foram registradas. Amanhã novos números devem ser divulgados. 

Coronavirus em Paris: Museu do Louvre fecha as portas


O Museu do Louvre amanheceu de portas fechadas na manhã deste domingo (01/03) em Paris. O motivo: o medo dos funcionários de contaminação pelo coronavirus. Na frança, 100 casos confirmados de contaminação pelo Covid-19 até o momento. O departamento do l'Oise (a cerca de 60 km de Paris) é o mais afetado, onde várias pequenas cidades estão confinadas, afetando quase um milhão de pessoas.

Ainda não se sabe se o Museu do Louvre abrirá as portas amanhã. A decisão de paralisar o museu partiu da quase totalidade dos funcionários que exerceram o que se chama aqui de "Droit de retrait", ou seja, um dispositivo legal na lei trabalhista francesa que permite aos trabalhadores de paralisar as atividades caso haja risco à saúde, à segurança ou à vida. Em casos como estes, os salários continuam sendo pagos até que os responsáveis tomem uma providência e solucionem o problema. 

O nível de alerta de transmissão do Covid-19 aumentou para o nível 3 hoje em Paris, ou seja, alto risco de contaminação. Eventos estão sendo suspensos, como o salão da agricultura e uma corrida que deveria acontecer hoje em Paris. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

4 shows de artistas brasileiros em Paris que você não pode perder em 2020

O ano de 2020 começou com tudo em Paris, inclusive para os amantes da boa música brasileira. Neste primeiro semestre, 3 shows com grandes nomes da música da nossa terra já estão confirmados na capital francesa (e mais um no mês de outubro). Confere abaixo a lista com todos os detalhes: 

Lucas Santtana - o cantor, compositor e produtor Lucas Santtana estará se apresentando em Paris no dia 21 de março, durante o Festival Paris Music, que acontece em vários pontos da capital francesa. A apresentação de Lucas Santtana será no Petit Palais em Paris, à partir das 16h45. No repertório, músicas do seu novo álbum "O Céu É Velho Há Muito Tempo", que inclusive pode ser comprado na Fnac aqui da França em formato vinil. O show promete ser intimista e a entrada custa 11 euros. 




Gal Costa - quem está passando em Paris no próximo dia 05 de abril é nossa extraordinária Gal Costa, com a tourné "A pele do futuro". No repertório, grandes sucessos da sua carreira, desde a época da tropicália até os dias atuais, com canções de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Djavan e Roberto Carlos. O show de Gal Costa acontece no La Cigale, a partir das 20 horas. Ingressos a partir de 45 euros. 



Babel Gilberto - para quem curte uma boa Bossa Nova não pode perder a maravilhosa Babel Gilberto, que se apresenta no New Morning em Paris no próximo dia 12 de maio. Os ingressos custam a partir de 33 euros e o show começa à partir das 20h30. Ótima ocasião para curtir as canções desta fera, filha de João Gilberto e da nossa querida Miúcha. 



Flávia Coelho - Bastante conhecida pela comunidade brasileira aqui em Paris, a cantora carioca Flávia Coelho aterrissa na cidade luz no 15 de outubro para apresentar seu novo álbum "DNA". O show de Flávia será no Olympia em Paris, à  partir das 20h30. Os ingressos custam entre 28 e 36 euros. 



terça-feira, 7 de janeiro de 2020

7 dicas para poupar nos saldos em Paris!



Amanhã, dia 08 de Janeiro, começa em Paris os tão esperado saldo de inverno, a ocasião de comprar tudo o que você deseja poupando bastante dinheiro. Este ano, os saldos durarão apenas 4 semanas, ao invés das 6 semanas em anos anteriores. 
Nosso blog preparou algumas dicas para que você possa aproveitar ao máximo os saldos parisienses sem estresse e economizando o máximo possível!

1 - Aproveite as Ventes Privées e afins...

Uma ou duas semana antes dos saldos, várias marcas resolvem antecipar as promoções para os clientes fiéis, fazendo as famosas ventes privées (vendas privativas). Verifique se a sua loja ou marca preferida realiza alguma promoção. Algumas marcas fazem este tipo de promoção apenas para compras online, outras para compras online e na loja física. Não perca tempo, dê uma checada no web site as promoções antecipadamente, pois você terá mais chances de encontrar os modelos e tamanhos que deseja. 

2 - Se inscreva nas newsletters e siga nas redes sociais

Ok, você detesta receber publicidade toda hora, mas na hora dos saldos, a melhor forma de ficar por dentro das promoções antes de todo mundo é seguindo suas marcas preferidas (ou lojas) nas redes sociais. Então siga e se inscreva nas newsletters para ficar sabendo das promoções antes de todo mundo. Durante a black friday deste ano graças a estar inscrito na newsletters do Amazon, consegui um Apple Watch 4 pela bagatela de 329 euros. 

3 - Saiba o que vai comprar

Muita gente fica perdido nos saldos por simplesmente não ter se organizado antes para saber o que vai comprar. Durante os saldos é preciso ser proativa (o) e organizar sua lista de compras. Saiba exatamente o que vai comprar. Se precisar de roupas, por exemplo, saiba o seu tamanho, e tente experimentar na loja antes, assim você evita retornos por problemas de tamanho (caso a loja não tenha mais o seu tamanho na hora da troca você poderá perder a oportunidade de comprar aquela roupa desejada em promoção). Uma dica interessante para quem compra online é colocar todos os produtos desejados no carrinho antes dos saldos, desta forma basta fechar a compra assim que os saldos começam. As chances de consegui o que você deseja é bem mais alta. 


4 - Cuidado com as falsas promoções

Embora os saldos sejam regulamentados pelo governo francês, algumas marcas e comerciantes inescrupulosos podem inflar os preços antes e depois baixá-los durante os saldos. Outros comerciantes podem simplesmente vender todo o "lixo" do estoque como coleção atual. Para evitar cair em ciladas como estas é melhor se organizar antes, saber o que vai comprar e seu respectivo preço antes dos saldos, como já mencionei acima. 

5 - Prove na loja e compre pela internet

Esta é uma astúcia utilizada por muitos franceses. Por que? Porque simplesmente toda compra que é feita pela internet você tem um direito de retração num prazo de 14 dias, independentemente do motivo (ou do produto estar em saldo ou não). Não gostou do que comprou? Pode mandar de volta sem problemas e pedir a troca ou reembolso. Quando você compra na loja física, esta regra não se aplica e depende da política de troca de cada loja ou marca. A melhor forma de saber se produtos em saldos comprados em lojas físicas podem ser trocados é perguntando e lendo no cupom fiscal as condições de troca, se elas existem ou não. Esta informação é obrigatória e está marcada normalmente no final do cupom fiscal. Cheque bem!

6 - Fique de olho na garantia!

Não é porque o produto está em saldo que ele não tem uma garantia legal. Para roupas e sapatos, a garantia na França é determinada pela marca, fabricante ou loja. Para eletrônicos e eletrodomésticos a garantia legal é geralmente de 6 meses, podendo se estender a 1 ou 2 anos, exatamente como no Brasil. Para produtos em saldos, se informe com o vendedor. 

7 - Nada de compras por impulso

Se você é daqueles que possui peças de roupas ou produtos que nunca usou ou usa com pouca frequência, você pode ser um consumidor impulsivo. Um estudo realizado durante a última black friday aqui na França revelou que 50% dos consumidores franceses pretendiam comprar algo que não necessariamente planejaram ou precisavam, ou seja, comprar por impulsão apenas para aproveitar a "oportunidade". Se você não quer gastar de dinheiro em vão e se encontrar com o guarda-roupas abarrotado de peças que você vai doar ou jogar no lixo depois (mesmo sem ter usado muitas delas), o melhor é se controlar (como já disse) e planejar as compras. 

Gostou das dicas? Tem outras sugestões de como aproveitar os saldos parisienses? Não deixe de participar nos comentários ou pelas nossas redes sociais. Até breve!